Monica Waldvogel Agride as Artes Mariciais

Hoje em dia não sei como os anos 80 sobreviveram sem a presença dos "formadores de opinião" que se julgam acima do bem e do mal ao ponto de proferir diversos absurdos sobre assuntos que nada entendem... E pasmem! Não ficarei surpreso se algum dia, Carla Perez em sua magnífica inteligência; ser convidada a comentar lutas de Judô e Taekwondo nas Olimpíadas... Afinal, formadores de opinião "sabem de tudo" desde Barak Obama, Jhonny Knoxville, violência urbana (como a jornalista aqui) e casamento Gay.

Apesar da matéria ser retroativa, fico chocado que outro ícone do jornalismo, conhecida nacionalmente, agride milhares de professores, mestres, instrutores e praticantes de Artes Marciais utilizando um fato ocorrido em Brasilia. Já fiquei indignado com a atitude da Renata Ceribelli fazer atáques as Artes Marciais manipulando imágens exibidas pela Rede Globo e também do Paulo Sant’anna do jornal ZERO HORA de Porto Alegre dizendo absurdos por causa do mesmo assunto supracitado... Ainda assim já não é de agora que jornalistas e radialistas mediocres cometem esses atáques oportunos como se suas opiniões fossem a verdade nua e crua. Desta vez a bola da vez é a jornalista Mônica Waldvogel que escreveu em sua coluna no Jornal Diário Popular (que pelo nome deve ser aqueles jornalecos que custam menos de 1 REAL com matérias fúteis e violência explicita para impessionar a ignorancia daqueles que os lêem...).
 
 O que deixará não só a mim; como também quem estiver lendo esse artigo, o quanto a “jornalista que tem diploma e mesmo assim, não exerce sua profissão" agride instintivamente a nós praticantes e sugere de maneira tendenciosa a proibição da prática de artes marciais no Brasil. Afirmando que todos nós seriamos os supostos culpados pela bábarie de alguns que sequer um dia pisou em um Dojang ou Dojo.

É a mesma coisa que alguém dar um chute na cara de uma pessoa e alguém sair a dizer que aquela pessoa faz “Judô”...

 Ao menos me anima saber que houve represálias por pessoas que não se calam diante desses absurdos cometidos pelos meios de comunicação.

 Em resposta o Prof Roberto Corrêa, Diretor técnico da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro disparou palávras que a mim muito me interessaram: Quanto a sua categorização de "bestas-feras", lembro-lhe que existem as que matam, as que batem mas também existem as que falam e que escrevem...

Abaixo o texto na íntegra:

DIÁRIO POPULAR / SP 11/08/2000
BOM DIA

"Ensinar a matar"
Mônica Waldvogel
 
Um menino de 20 anos foi morto estupidamente em Brasília por quatro animais travestidos de gente. Uma vez mais se repete a brutalidade incontrolada de jovens assassinos de classe média, integrantes de uma geração de bestas humanas, criados por pais que, em vez de lhes dar educação humanista, preferiram incentivar neles a prática de artes marciais: em vez de incentiva-los a ser gente, preferiram transfigura-los em bestas-feras.
 
É curioso que esse tipo de arma - lutas que ensinam formas de matar com as próprias mãos - ainda receba o rótulo de “arte”. Arte, em suma essência era o que praticava João Cláudio, o menino assassinado, integrante de uma orquestra de Universidade de Brasília, onde tocava teclado.
 
Os governos precisam tomar providências imediatas contra a disseminação de lutas que ensinam a matar. A sociedade não pode ter condescendência com esse tipo de prática: urge coloca-la fora da lei, tenha ela que apelido tiver - judô, jiu-jitsu, tae-kwon-do, luta-livre, boxe ocidental ou tailandês. São, todas elas, formas bestiais de agredir, primitivas, perigosas e incompatíveis com a sociedade civilizada.

Está mais do que provado: essas luas formam praticantes que, em sua imensa maioria, adquirem valores nocivos e perversos, que cultuam a força física como principal atributo do homem, que modelam os valores da sociedade pela mensuração da força e que, por fim, levam sua prática violente para as ruas, atingindo indistintamente jovens que não partilham de seus princípios bestiais.
 
Os defensores dessas práticas repetem sempre a mesma cantilena, procurando relaciona-las com culturas milenares e referenciadas com a reflexão. Nada mais absurdo e falso. Essas lutas excitam seus praticantes a adotar valores relacionados com a força física e com sistemas de vida primitivos.
 
Está provado que elas são nocivas e perigosas à sociedade de hoje e que seus praticantes são tão ou mais perigosos do que criminosos comuns. Criminosos comuns, pelo menos, têm origem familiar em regiões humildes e menos dotadas de condições de educação. Esses criminosos marciais são originados em estratos da classe média, passaram por boas escolas e, em tese, deveriam ter aprendido valores da convivência social.

Urgente é que os nossos parlamentos representativos avancem na discussão de meios para proteger a sociedade desses selvagens. E que os governos comecem a cassar alvarás de funcionamento de todas as academias que ensinam lutas.

Há séculos o homem busca formas menos contundentes, menos selvagens e bestiais de resolver suas pendências. É insuportável que as antigas formas, que foram banidas como métodos resolutivos, sejam mantidas vivas como “esporte” ou como “arte”. Esporte e arte são outras coisas. Quem assassina jovens a socos não é esportista. É apenas um assassino bestial.
 
A mim, coube fazer a pergunta para a "Jornalista". Estudou tanto para isso?!

Recomendo a leitura do artigo "Ensinar a Viver" que responde inteligentemente as alegações insanas da articulista.
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