A Espada coreana - preservando uma arte ancestral.

By Sabumnim Guy Edward Larke – TKD Times*.


O que vem à mente quando você pensa de um artesanato tradicional ou habilidade? Cerâmica, tecelagem, caligrafia, de fabricação de papel, serralheria e pintura vêm à mente facilmente! Você pode ver exposições e mostras de tais coisas durante todo o ano na maioria das cidades, cidades e até países.

Infelizmente a maioria das pessoas têm uma visão muito fechada do que constitui uma
"habilidade" ou uma "arte." Quando alguém menciona o fabricante de espada, as primeiras coisas que nascem nas mentes das pessoas são filmes mal feitos de artes marciais, jogos online e romances de fantasia. Estes artesãos são vistos sem os atrativos dos males necessários das parcelas desses médiuns. Não existem filmes retratando o sacrifício do fabricante de espada e dos componentes de se curvar à sua vontade. O melhor que você assiste é uma cena de 30 segundos em que a relação entre o ferreiro e o espadachim parece ser de um parasita na melhor das hipóteses. Os guerreiros se tornaram cidadãos da classe alta ou heróis populares enquanto os ferreiros permaneceram na forjas sem sequer um aceno. Desde as Lendas de Beowulf, Teseu, e Arthur, todos eles em comum, são heróis lendários, mas você nunca ouvir falar das almas que colocam seu coração, sangue, suor e lágrimas para forjar seus instrumentos de justiça.

É de surpreender que durante muitas invasões japonesas na Coreia, o que os artesões da espada coreana faziam o que muitos artesãos japoneses conseguiram para o Japão? Como resultado: a cultura artística e marcial do Japão avançou, enquanto a cultura artística e as artes marciais da Dinastia Chosun despencou (não que muita gente percebeu). Com a tendência de Chosun dedicando-se em atividades acadêmicas, politicas e financeiras, talvez, não teria sido uma grande perda.

Até mesmo na Era dos Três Reinos, o pequeno reino de Gaya (anexado a Silla) teve sua refinada metalurgia de ferro tão elevada, que mandou seu conhecimento para a China e Japão. De fato, uma das espadas de Gaya havia sido entregue como presente para um dos Khans mongóis durante essa era. Talvez a katana japonesa deve muito a espada coreana. Quem sabe?! Uma coisa é certa, as duas culturas influenciaram-se mutuamente se ambos os lados quiserem admitir ou não. Em um ponto, durante a Guerra Im'jin (1592-1598) na Era Chosun, as espadas coreanas passou de reta com dois gumes, para um sabre de lâmina curva com um gume. Desde os velhos tempos, os coreanos refere a Dong-ee-Jok, especialmente pelos chineses; dong-ee-Jok foi uma tribo de arqueiros. Durante séculos, os soldados coreanos optavam mais pelo arco e flecha do que pela esgrima. No entanto, um líder geralmente tinha uma espada na cintura e mobilizava suas tropas com ele. Além disso, aqueles o treinava em esgrima treinou também seu corpo e mente para a batalha.

Mais tarde, os japoneses desenvolveram suas próprias habilidades com a espada a um nível muito mais elevado. Naquela época, a Dinastia Chosun foi evitando a espada a favor da caneta. Muitos tentaram redescobrir o as antigas formas de forjar as espadas coreanas, mas infelizmente as muitas tentativas fracassaram. Ninguém jamais imaginou que algum dia estas habilidades e processos de forjamento de espadas mereceriam documentação. Atualmente, os textos japoneses e chineses têm sido até agora a única fonte de pesquisa para redescobrir a técnica coreana de forjar armas.

Um desses mestres questionadores foi o Mestre Hee-Wahn Moon. Ele e sua esposa Yun-Hee Rah criaram uma empresa que forja espadas de aço, chamada: Go-re-yuh Do-Gum (Espada da Coreia); voltada para mestres de espada e colecionadores. Mestre Moon, um especialista em Kumdo, queria combinar os melhores métodos de ambas as nações, a sua e do Japão para fazer a espada final. Isso levou ele e sua esposa em uma busca para encontrar um artesão de espada que pudesse usar as modernas e tradicionais técnicas de forjamento. Então conheceram o profissional Seung-Ho Lee. Com ele construíram uma forja com a premissa de que cada lamina seria trabalhada com amor e cuidado. Não há fabricação em massa, apenas três pessoas tentando recuperar e internacionalizar esta tão antiga arte. Há muitos documentários coreanos sobre seu trabalho, além do filho do Mestre Moon, Jun-Ki Moon que aprendeu as técnicas de forjas com um mestre artesão japonês.

Mestre Moon possui um belo showroom onde administra junto com sua esposa junto ao seu Dojang particular no centro de Taejon, Coreia do Sul. Ele se orgulha de sua coleção de espadas coreanas, chinesas, japonesas e europeias, sua companhia é especializada em espadas como a Wek-Kuk-Do (espada com seis lâminas alinhadas) usadas para cortar bambu e a Samguk-Do (espada de lâmina tripla) utilizada para cortar alvos arremessados no ar. Ele planeja abrir uma filial nos EUA para competir no mercado internacional, esperamos que ele consiga reviver o orgulho coreano de sua antiga arte de forja.

*a tradução em português BR sofreu alterações para facilitar a compreensão do leitor.
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